Universidade do Algarve decreta três dias de luto académico pela morte de Mário Ruivo

25/01/2017

Universidade do Algarve decreta três dias de luto académico pela morte de Mário Ruivo

O Reitor da Universidade do Algarve, Professor Doutor António Branco, vem, em nome de toda a comunidade académica, manifestar publicamente o mais profundo pesar pelo falecimento do Professor Mário Ruivo e endereçar à família e aos amigos as mais sinceras e sentidas condolências. A Instituição solidariza-se com este momento de tristeza, decretando três dias de luto académico.

Mário Ruivo recebeu, a 14 de dezembro de 2016, o grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve. Investigador pioneiro na defesa dos oceanos, na cerimónia, em que também se assinalava o 37º aniversário da UAlg, Mário Ruivo brindou os muitos presentes com uma verdadeira evocação ao Mar/ Oceano, reconhecendo que “a Universidade do Algarve tem estado particularmente ativa na reflexão e mobilização da comunidade científica do mar, tem contribuído para uma análise factual da situação e delineado elementos para uma estratégia que responda aos requisitos”.

As cerimónias fúnebres irão decorrer a partir das 18h00 de hoje, na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, onde o corpo irá estar em câmara ardente. Amanhã, pelas 15h00, sairá da Gare de Alcântara para o Cemitério dos Prazeres.

Sobre Mário Ruivo

Mário Ruivo nasceu em 1927, em Campo Maior. É reconhecido como um dos pais do novo regime do Oceano e da integração deste nos objetivos do desenvolvimento sustentável. Dedicou-se à investigação, ensino, promoção da cooperação em assuntos do mar e sensibilização de governos e opinião pública a uma governação responsável do Oceano.

Biólogo de formação pela Universidade de Lisboa (1950), especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos Marinhos na Universidade de Paris – Sorbonne, Laboratoire Arago (1951-54). É também Doutor Honoris Causa pela Universidade dos Açores.

Desempenhou cargos dirigentes no sistema das Nações Unidas, nomeadamente na FAO (1961-74) e COI/UNESCO (Secretário, 1980-89). Foi Conselheiro Científico da EXPO’98 e Membro/Coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos.

Participou no processo respeitante ao estabelecimento, em Lisboa, da European Maritime Safety Agency (EMSA, 2002) e foi promotor e Presidente (2002-08) do European Centre for Information on Marine Science and Technology (EurOcean). É representante da FCT no European Marine Board.

Foi agraciado com ordens honoríficas nacionais e estrangeiras e outras distinções e prémios. Autor de várias publicações sobre Oceanografia, Governação e Cooperação em Assuntos do Oceano, era também presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.