Prémio Melo e Castro 2019

Prémio Melo e Castro 2019

Inês Araújo e Gustavo Tiscornia, investigadores do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR), da Universidade do Algarve, integram a equipa vencedora do Prémio Melo e Castro 2019, um dos Prémios Santa Casa Neurociências atribuídos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

O projeto “SPINY: Identifying and Modulating the Mechanisms Responsible for Functional Recovery and Axon Regeneration of the Injured Acomys Spinal Cord” é coordenado por Mónica Sousa, investigadora do Instituto de Biologia Molecular e Celular, da Universidade do Porto, e conta com o importante contributo do Centro de Investigação em Biomedicina (CBMR) no estudo dos mecanismos moleculares e celulares que levam a que uma determinada espécie de ratinho espinhoso oriundo do continente africano - o Acomys cahirinus - tenha uma enorme capacidade regenerativa, a ponto de voltar a andar após uma lesão completa na medula espinal.  Mónica Sousa refere que  “este modelo poderá permitir no futuro o desenho de novos protocolos terapêuticos com aplicabilidade em doentes humanos com lesão medular”.

Para Inês Araújo, docente do Departamento de Ciências Biomédicas e Medicina, e membro integrante da equipa vencedora, este prémio reveste-se de enorme importância uma vez que “é instrumental para reforçar a capacidade de investigação com o modelo de ratinho espinhoso num conjunto de patologias que têm elevado impacto na sociedade portuguesa, bem como a nível mundial.”

O Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve é uma das poucas instituições no mundo a criar em laboratório esta espécie de ratinho, cuja capacidade regenerativa sem par entre os mamíferos o torna o modelo mais próximo do Homem para estudos de medicina regenerativa.

Recorde-se que já era conhecida a capacidade de alguns organismos - como as salamandras ou o peixe-zebra -  regenerarem lesões complexas que reproduzem patologias humanas, mas apenas em 2012 se descobriu um mamífero com uma capacidade de regenerar singular, uma vez que os mamíferos, e em particular o Ser Humano, não têm essa capacidade. No Centro de Investigação em Biomedicina, vários investigadores estudam a capacidade regenerativa do ratinho espinhoso para a regeneração de lesões na pele, no coração e no cérebro, entre outras.

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