Reconstruções paleoambientais de Moçambique há 252 milhões de anos resultam em exposição

Paisagens que prevaleciam em Moçambique há aproximadamente 252 milhões de anos são agora interpretadas e transformadas numa ferramenta de ensino e de promoção da literacia científica e ambiental, podendo ser visitadas numa exposição a inaugurar no dia 8 de junho, na Biblioteca da Universidade do Algarve, no Campus de Gambelas.
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Laura Equi
 

Através do projeto de investigação científica Paleoclimoz, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, foram realizados estudos de pólenes e esporos fósseis e de geoquímica por investigadores do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) da UAlg, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) e do Instituto Dom Luiz. Através destes estudos, estão a conseguir caraterizar-se os paleoambientes e paleoclimas que existiam no antigo continente Gondwana, área geográfica que atualmente contempla Mozambique, incluindo as alterações que se verificaram durante a maior extinção em massa que se conhece no registo geológico.

Ancorando-se nos dados científicos deste projeto, os investigadores resolveram dar um passo em frente, e tornar os conteúdos obtidos numa ferramenta de ensino e de promoção da literacia científica e ambiental a diversos níveis, nomeadamente, ao nível do público em geral. Para tal, desenvolveu-se uma sinergia entre investigadores da área da Geologia e docentes da área das Artes da Universidade do Algarve, criando-se um exercício concreto numa unidade curricular do 2º ano da licenciatura em Imagem Animada, que deu origem aos elementos que compõem esta exposição.

A conexão estabelecida entre a Ciência e a Arte deram origem à criação de diversas paisagens que ilustram a curiosidade do público.

A exposição irá passar por diversos eventos regionais e nacionais, incluindo o Algarve Design Meeting, a decorrer entre 21 e 26 de junho deste ano.

Legenda da imagem: Reconstrução ambiental do período pré-extinção do Pérmico (252 M.a.)

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