UAlg lidera cooperação científica com a China nas áreas da economia azul e ciências do mar

A Universidade do Algarve (UAlg) reforçou o seu papel de liderança na cooperação científica com a China nas áreas das ciências do mar e da economia azul, com o lançamento do Blue Campus SHOU-UAlg, a 21 de outubro, e o desenvolvimento de programas conjuntos de mestrado e doutoramento com universidades chinesas.
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No âmbito da missão oficial portuguesa à China, liderada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, a UAlg aprofundou a colaboração com a Shanghai Ocean University (SHOU) e a Ningbo University, consolidando parcerias que promovem a investigação científica, a formação avançada e a mobilidade académica em áreas estratégicas para a sustentabilidade dos recursos marinhos.

Mais de uma década de colaboração científica

O lançamento oficial do Blue Campus SHOU-UAlg decorreu durante a visita à Shanghai Ocean University, a 21 de outubro, na presença do ministro Fernando Alexandre. 

A reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, assinou o acordo com o presidente da instituição chinesa.

Alexandra Teodósio na China

O projeto resulta de mais de uma década de colaboração científica entre a UAlg, o Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR) e a SHOU, desenvolvida no âmbito do International Joint Research Center for Marine Science, sob a coordenação do professor emérito da UAlg, Adelino Canário.

Ao longo dos anos, esta parceria promoveu projetos de investigação conjuntos, intercâmbio de investigadores, formação avançada e iniciativas científicas em áreas como a biodiversidade marinha, a aquacultura, as alterações climáticas, a conservação dos ecossistemas e a biotecnologia azul.

O Blue Campus pretende afirmar-se como uma plataforma internacional de formação pós-graduada e investigação interdisciplinar, através de programas conjuntos de mestrado e doutoramento, dupla titulação, mobilidade académica e transferência de conhecimento para os setores económicos ligados ao mar.

Entre as áreas prioritárias encontram-se a produção de alimentos de base aquática, as pescas, a gestão costeira e o turismo sustentável.

Alexandra Teodósio na China

Acordo com a Ningbo University prevê programas conjuntos em Aquacultura

A missão à China incluiu também a participação nas comemorações do 40.º aniversário da Ningbo University, ocasião em que a UAlg e esta instituição assinaram um acordo académico para a criação de programas conjuntos de mestrado e doutoramento em Aquacultura.

Os programas preveem dupla titulação, permitindo aos estudantes portugueses e chineses desenvolver os seus percursos académicos nas duas instituições e obter graus reconhecidos por ambas as universidades.

A formação abrangerá áreas como a biologia molecular, a genética, a nutrição aquícola, a reprodução, a patologia, os sistemas de recirculação, a ecologia das pescas, a conservação, a transformação de produtos aquáticos e a inovação em aquacultura sustentável.

Alexandra Teodósio na China

A iniciativa reforça a cooperação científica e educativa entre as duas universidades e a projeção internacional da formação e investigação desenvolvidas pela UAlg nas ciências marinhas e na aquacultura. 

Através do CCMAR e de outras unidades de investigação, a Universidade contribui para a produção de conhecimento científico orientado para a sustentabilidade dos recursos marinhos, o desenvolvimento da aquacultura sustentável e a promoção da economia azul.

Oceano e economia azul entre as prioridades

A missão decorreu num contexto de reforço das relações científicas e tecnológicas entre Portugal e a China. 

Comitiva portuguesa na China

Os dois países identificaram cinco áreas prioritárias de cooperação científica e tecnológica até 2030: oceano e economia azul; energia, clima, baterias e hidrogénio; agricultura, bioeconomia e alimentação; saúde, envelhecimento saudável e tecnologias médicas; e conservação do património cultural através da ciência.

As parcerias com a Shanghai Ocean University e a Ningbo University reforçam o papel de liderança da UAlg na cooperação científica com a China nas áreas das ciências do mar e da economia azul, criando oportunidades de formação, investigação e inovação para estudantes, docentes e investigadores e contribuindo para a sustentabilidade dos oceanos.