Quatro cientistas da UAlg integram a terceira edição do livro “Mulheres na Ciência”

No âmbito do Dia Internacional da Mulher, que se comemorou a 8 de março, o Ciência Viva homenageou as cientistas portuguesas com o lançamento da terceira edição do livro “Mulheres na Ciência”, que reúne mais de uma centena de retratos de investigadoras nacionais.
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Deborah M. Power, endocrinologista e imunologista comparativa, Inês Araújo, neurocientista, Luísa Barreira, biotecnóloga marinha, e Maria Alexandra Anica Teodósio, bióloga marinha, são as mulheres cientistas da UAlg, cujos retratos foram captados pela objetiva do fotógrafo Luís Filipe Catarino.

Da Biologia à Matemática, da Química às Ciências Sociais, da Física à Arqueologia, das Neurociências à Geografia, da Engenharia à História, das Ciências do Espaço à Filosofia, esta nova edição põe o foco em 101 histórias de sucesso que muito têm contribuído para o enraizamento da ciência na sociedade portuguesa e que, espera a Ciência Viva, possam vir a inspirar jovens a seguir a sua vocação.

“Esta edição segue o mesmo princípio das anteriores. Cientistas de áreas de conhecimento variadas, mas também de muitos pontos diferentes do país e do estrangeiro. O ponto comum é serem todas portuguesas, excelentes no que fazem, sempre com a generosidade da partilha e do compromisso com as novas gerações”, refere Rosalia Vargas, presidente da Ciência Viva.

Num ano em que o poder da ciência se assume maior do que nunca, a Ciência Viva continua a homenagear as mulheres cientistas portuguesas, que representam 45% do total de investigadores no nosso país e cujo papel tem sido fundamental para o progresso que a ciência e a tecnologia nacionais registaram nas últimas décadas. “São mulheres independentes, que escolheram caminhos de conhecimento. Não podemos esquecer o ano de edição deste livro – em plena pandemia, nesta altura em que o conhecimento não tem fronteiras e, mais do que nunca, está ao serviço do bem comum. Numa altura em que da ciência se espera tudo, seja na saúde, na estatística, nos modelos matemáticos, na arte, na música, tudo se conjuga para atingir o melhor resultado”, acrescenta Rosalia Vargas.

O conteúdo da terceira edição do livro “Mulheres na Ciência” será adicionado ao módulo digital permanente do Pavilhão do Conhecimento, onde já constam os retratos e as motivações das investigadoras homenageadas nas duas primeiras edições do projeto.

 

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Maria Alexandra Anica Teodósio

Eu sou Bióloga Marinha

"Nasci junto ao Estuário do Guadiana e desde cedo senti o cheiro da Baixa-Mar, vi as alforrecas que derivavam nas correntes, presenciei o resgate de um navio afundado no rio. Tudo isto foi ponto de partida para me aventurar um pouco mais mar adentro e no estudo dos seus organismos, desde o frágil zooplâncton às tartarugas marinhas. Tento perceber em que estado fisiológico se encontram e como reagem às principais ameaças atuais – o aquecimento global, a acidificação, a plastificação, a sobrepesca – ou mesmo como reagem às novas espécies (invasoras ou apenas novas distribuições)."

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Inês Araújo

Eu sou Neurocientista

"Como funcionam os neurónios? Como falam entre si e com as outras células do sistema nervoso? E o que acontece quando estes neurónios morrem por doença ou lesão? O cérebro pode formar novos neurónios e reparar-se? Estas questões têm-me inspirado desde sempre e são a motivação para investigar os mecanismos envolvidos na resposta das células neuronais a lesões no sistema nervoso, para que seja possível identificar novos alvos terapêuticos moleculares que promovam a reparação cerebral."

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Deborah M. Power

Eu sou endocrinologista e imunologista comparativa

"O meu fascínio pela ciência começou com a leitura de livros, tendo chegado à minha paixão pelos fatores reguladores subjacentes à homeostase, o equilíbrio estável dos processos fisiológicos. Quero compreender como as hormonas contribuem para a evolução da complexidade dos organismos e para a sua plasticidade, desde os invertebrados aos vertebrados, assim como as relações entre os sistemas endócrino e imunológico. Parece esotérico, mas tem aplicações práticas em aquacultura e biotecnologia."

 

 

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Luísa Barreira

Eu sou Biotecnóloga Marinha

"Desde os 12 anos que queria ser cientista. Porquê? Queria saber como funcionavam os organismos e quais eram os mecanismos que lhes permitiam adaptar-se às condições tão extremas que a natureza lhes impunha. Hoje, uso esse conhecimento para desenvolver soluções biológicas para as necessidades humanas, mais propriamente para descobrir como podemos usar organismos marinhos como as microalgas em nosso benefício, desde o desenvolvimento de novos alimentos com benefícios para a saúde à produção de biocombustíveis."

 

 

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