UAlg TEC Campus “é o melhor exemplo da aplicação dos fundos europeus”

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A UAlg TEC Campus - Aceleradora de Empresas “é o melhor exemplo da aplicação dos fundos europeus” garantiu Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, na cerimónia de início das obras deste projeto, que se realizou no dia 16 de dezembro, pelas 10h30, no Campus da Penha da Universidade do Algarve.

O UAlg Tec Campus tem como principal objetivo a dinamização e expansão do ecossistema tecnológico da região, a nível nacional e internacional, para as áreas das tecnologias da informação, impulsionando uma mudança favorável na economia e sociedade regional e nacional. É cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia, através do Programa Operacional Regional do Algarve 2014-2020 (CRESC ALGARVE 2020).

O valor de investimento global do Polo Tecnológico, que engloba o UAlg TEC Campus e o UAlg TEC Health, é de 6 645 515,42 Euros, com cofinanciamento pelo FEDER de 4 651 860,79 Euros e autofinanciamento de 1 993 654,63 Euros.

Por ocasião do 41º aniversário da Academia algarvia, Ana Abrunhosa assinalou a extraordinária mudança que a Universidade simboliza para o desenvolvimento do Algarve. Destacou o número assinalável de candidaturas de novos alunos no presente ano letivo, a qualidade da investigação dos seus centros e a sua internacionalização.

Ana Abrunhosa referiu-se ainda “à grande responsabilidade” e ao “papel importante” que a UAlg irá ter no processo de mudança que se quer para o Algarve, a região que mais está a sofrer com a pandemia.

Referindo-se aos fundos europeus e ao bolo adicional de 300 milhões de euros para esta região, a ministra considera que uma fatia muito importante será canalizada para a UAlg, “o que lhe dará uma responsabilidade muito acrescida na transformação estrutural da região”, num processo que se espera longo e difícil, devido à crise pandémica.

Para o reitor da UAlg, Paulo Águas, este será um projeto determinante para o desenvolvimento da Universidade e com um forte impacto na economia regional, contribuindo para a sua tão necessária diversificação. Em relação ao futuro, Paulo águas assegura que terminada a obra, nada será como dantes. “Desde logo a vida no campus. A flexibilidade do projeto, em termos de solução arquitetónica, pode vir a permitir que mais de 300 pessoas trabalhem no Algarve TEC Campus, a esmagadora maioria das quais, senão mesmo a totalidade, com formação superior.” Mas, para o reitor, “o principal benefício para a Universidade será a interação, obrigatoriamente estabelecida com as empresas, quer em projetos educativos, quer em projetos de investigação”.  Desta forma, “o Algarve TEC Campus irá contribuir para a criação de riqueza, para o aumento do emprego qualificado, para a diversificação do tecido económico regional, para a inovação pedagógica e para a criação de conhecimento”.

No atual quadro comunitário, que se aproxima do final, o representante máximo da Academia algarvia, considera que a UAlg foi muito penalizada comparativamente com outras IES das regiões Norte, Centro e Alentejo. «Bastará, tão só, comparar o “peso” do financiamento comunitário nos respetivos orçamentos».

Paulo Águas defende que o Algarve necessita de mais financiamento para ciência e para transferência de tecnologia, concluindo: contem connosco para a execução”.

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