Algas na Praia

Grandes quantidades de algas nas praias, tanto no mar como na areia, podem ser um sinal de desequilíbrios nos ecossistemas marinhos. Ajude os nossos investigadores a identificar este tipo de situações. Se encontrar uma acumulação excessiva de algas, envie-nos informação.
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Ajude-nos a monitorizar espécies invasoras e acumulações de algas ao longo da costa

As observações enviadas pelos cidadãos ajudam a acompanhar a evolução de espécies invasoras, como a Rugulopteryx okamurae, e outros fenómenos de acumulação de algas nas praias.

Cada registo contribui para a investigação científica, para a monitorização dos ecossistemas costeiros e para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

Encontrou uma acumulação de algas? Envie-nos informação.

Algas na Praia?!

O Algas na Praia é um projeto de ciência cidadã da Universidade do Algarve e do CCMAR que convida cidadãos, investigadores e entidades locais a participar na monitorização de espécies invasoras e acumulações de algas.

Através do envio de fotografias e da localização das ocorrências, os participantes ajudam a acompanhar a distribuição destas espécies ao longo do tempo, apoiando a investigação científica, a monitorização ambiental e a gestão sustentável das zonas costeiras.

Nos últimos anos, espécies invasoras, em particular a Rugulopteryx okamurae, têm vindo a expandir-se rapidamente, provocando acumulações massivas de biomassa em praias e zonas costeiras.

Estas espécies podem afetar os ecossistemas marinhos, a biodiversidade, as atividades recreativas e a economia local.

A participação dos cidadãos é fundamental para acompanhar a evolução destas ocorrências, identificar novas áreas afetadas e apoiar estratégias de monitorização e gestão.

Os primeiros anos do projeto permitiram identificar três padrões distintos de acumulação de algas ao longo da costa algarvia:

  • Barlavento Algarvio – as acumulações observadas nas zonas rochosas foram maioritariamente causadas pela alga castanha invasora Rugulopteryx okamurae, originária do Pacífico Noroeste.
  • Zona central do Algarve (Albufeira–Faro) – entre 2021 e 2022, a espécie dominante foi a alga vermelha invasora Asparagopsis armata, originária da Austrália e da Nova Zelândia.
  • Sotavento Algarvio – em 2021, as maiores acumulações foram causadas pela alga verde Ulva sp., uma espécie nativa. Nos anos seguintes, estes episódios diminuíram significativamente. 

Estes resultados foram publicados num artigo cientifico: Herrero JJ, Simes DC, Abecasis R, Relvas P, Garel E, Ventura Martins P and Santos R (2023) Monitoring invasive macroalgae in southern Portugal: drivers and citizen science contribution. Front. Environ. Sci. 11:1324600. doi: 10.3389/fenvs.2023.1324600

A monitorização contínua permitiu também acompanhar uma alteração importante na distribuição destas espécies. A partir de 2024, a Rugulopteryx okamurae passou a ser a espécie invasora mais frequentemente registada tornando-se dominante ao longo da costa algarvia, entre Vilamoura e Sagres, continuando a expandir-se para norte, com registos confirmados na região de Cascais.

Estes resultados demonstram como a ciência cidadã contribui para compreender a evolução das espécies invasoras, apoiar a monitorização costeira e fornecer informação essencial para a investigação e gestão destes ecossistemas.

Graças aos vossos registos:
Registos recebidos : 456
Anos de monitorização: 5
Cobertura geográfica: Costa Portuguesa 
 

As algas que se acumulam nas praias podem causar impactos ambientais e elevados custos de remoção. No Algas na Praia procuramos não só acompanhar estes fenómenos, mas também contribuir para encontrar soluções sustentáveis para a biomassa removida.

A investigação desenvolvida pela Universidade do Algarve permitiu identificar a Rugulopteryx okamurae como uma nova fonte natural de vitamina K1, demonstrando que esta biomassa invasora pode constituir um recurso com valor acrescentado.

Este conhecimento está a apoiar o desenvolvimento de soluções inovadoras, incluindo o desenvolvimento de um suplemento alimentar inovador à base de vitamina K1 obtida a partir desta alga, transformando um desafio ambiental numa oportunidade para a bioeconomia e a economia circular.

Paralelamente, o projeto está também a evoluir para integrar novas ferramentas de monitorização e alerta precoce, reforçando a capacidade de acompanhar estes fenómenos e apoiar uma gestão mais eficaz das zonas costeiras.

O Algas na Praia reúne investigadores de diferentes áreas científicas da Universidade do Algarve e do CCMAR, combinando competências em ecologia marinha, bioquímica, biotecnologia, engenharia informática e ciência cidadã para monitorizar espécies invasoras, compreender os seus impactos e desenvolver soluções inovadoras para a gestão sustentável da biomassa marinha.

Coordenação
Prof. Dina Simes, PhD 
Coordenadora do Projeto
Bioquímica e Biotecnologia | Universidade do Algarve / CCMAR
Coordenação científica do projeto, ciência cidadã, valorização da biomassa e desenvolvimento de soluções inovadoras para a utilização sustentável de algas invasoras.

Equipa
Prof. Aschwin Engelen, PhD
Ecologia Marinha
Monitorização de macroalgas, ecologia de espécies invasoras e validação científica das observações.

Prof. Paula Ventura Martins, PhD
Engenharia Informática
Desenvolvimento da plataforma digital, gestão da informação e ferramentas de monitorização.

Dr. Carla Viegas, PhD
Biologia Celular e Bioquímica
Valorização da biomassa, compostos bioativos e aplicações em saúde.

 

Parceiros

Financiamento

 
 
Contacto

Email: algasnapraia@ualg.pt
Url: algasnapraia.ualg.pt

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