Congresso na UAlg serviu de mote para iniciar estratégia de internacionalização da SEA-EU

Mais de duas centenas de pessoas, de quatro continentes, representando 28 países, 31 universidades e 14 organizações públicas e privadas, reuniram-se na Universidade do Algarve, nos dias 12 e 13 de janeiro, num congresso internacional que marcou o início da estratégia extraterritorial da Universidade Europeia dos Mares (SEA-EU), um consórcio europeu que pretende transformar-se numa parceria global, com impacto para o planeta azul e para um futuro mais sustentável.
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Universidade do Algarve
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No primeiro dia, o reitor da Universidade do Algarve, Paulo Águas, deu as boas-vindas a todos os participantes, reconhecendo a enorme importância deste consórcio, seguindo-se uma introdução sobre a SEA-EU por Fidel Echevarría, coordenador-geral da Aliança SEA-EU, da Universidade de Cádis (Espanha).

No decorrer do programa foram feitas apresentações sobre as principais conclusões da SEA-EU 1.0 e sobre planos para a SEA-EU-2.0, onde se incluem a oferta de vários Diplomas Europeus em Associação, quer de licenciatura, mestrado e doutoramento.

"Parcerias fortes para enfrentar os desafios globais"

Destaque ainda para as quatro mesas redondas sobre "Parcerias fortes para enfrentar os desafios globais", nas diferentes regiões geográficas. Durante a primeira mesa, moderada por Patrícia Pinto, pró-reitora para a Aliança SEA-UE na UAlg, foram discutidos os principais desafios que o continente africano enfrenta. Estiveram presentes reitores/presidentes e ou representantes de várias universidades, nomeadamente: Universidade de Hassan I (Marrocos); Universidade do Namibe (Angola); Universidade Abdelmalek Essaâdi (Tânger, Marrocos) Universidade de São Tomé e Príncipe (São Tomé e Príncipe); Universidade Eduardo Mondlane (Moçambique); Universidade de San Pedro (República de Côte d'Ivoire); Universidade de Magdalena (Colômbia);  Universidade de Cheikh Anta Diop (Senegal);  e Universidade Técnica do Atlântico (Cabo Verde). Nesta mesa incluiu-se ainda pela proximidade geográfica a Universidade de Gibraltar.

Durante a tarde, a moderação das mesas redondas esteve a cargo de Alexandra Teodósio, vice-reitora para a Internacionalização, quer na UAlg, quer na SEA-EU. Com a participação de parceiros externos da América, Caraíbas e Ásia, na segunda mesa também foram discutidos os principais desafios que enfrentam. Estiveram representados os líderes da Universidade da Carolina do Norte Wilmington (EUA); da Universidade Estatal da Califórnia, East Bay (EUA); da Universidade do Quebeque, Rimouski - Rede Artico (Canadá); da Universidade de Maryland, Condado de Baltimore (EUA); da Universidade Nacional de Itapúa (Paraguai); da Universidade de Pernambuco (Brasil); Universidade Nacional de Evangélica (República Dominicana); da Universidade de Ruhuna (Sri-Lanka); e da Shanghai Ocean University (China).

“Quais as competências mais importantes para que um diplomado SEA-EU possa enfrentar com êxito os desafios da sociedade no futuro?”

Sob o mote “Quais as competências mais importantes para que um diplomado SEA-EU possa enfrentar com êxito os desafios da sociedade no futuro?” na terceira mesa redonda foi dada a palavra aos parceiros associados e aos membros do Conselho Consultivo da SEA-EU. Estiveram presentes 11 oradores: diretor do Centro de Ciências do Mar do Algarve (Portugal), Presidente da Região de Turismo do Algarve (Portugal); ministra das Pescas e Recursos Marinhos (Angola); diretora executiva do Centro de Ciência Viva do Algarve (Portugal); diretor do Waterman Svpetrvs Resorts (Croácia); consultora do Banco Mundial (Croácia); Autoridade Portuária da Baía de Algeciras (Espanha); vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (Portugal); representante do Ministério, Departamento de Pescas e Aquicultura (Malta);  diretor da Escola Nacional de Engenheiros de Brest (França); e representante da Fundação para o Empreendedorismo de Gdańsk (Polónia)

A quarta mesa redonda procurou explorar "A forma como as universidades europeias, como a SEA-EU, podem contribuir para enfrentar os grandes desafios da sociedade global", em especial de áreas costeiras. Assim, 11 oradores, reitores e vice-reitores da Aliança, debateram esta questão:  Universidade do Algarve (Portugal); Universidade de Gdańsk (Polónia); Universidade de Cádis (Espanha), Universidade Parthenope de Nápoles (Itália); Universidade de Nord (Noruega); Universidade de Kiel (Alemanha); Universidade de Malta (Malta); Universidade de Bretagne Occidentale (França); Universidade de Split (Croácia); Universidade de Odesa (Ucrânia) e Universidade Marítima Mundial (Suécia).

Na última mesa redonda foram apresentados os resultados do Fórum de Futuros Líderes, que decorreu em Nápoles, em outubro de 2023, com especial incidência na perspetiva da Geração Z (iGen). Assim, 12 oradores jovens, investigadores, docentes e estudantes das universidades do Algarve, Malta, Gdańsk, Nápoles, Cádis, Split, Nord, Magdalena (Colômbia) puderam analisar a importância da Declaração de Compromisso Global (Global Gateway Declaration-GGD) e da sua implementação, na qualidade de líderes do futuro.

Declaração Global reafirma compromisso para uma cooperação europeia e internacional sustentável

Um dos pontos altos do congresso SEA-UE foi a assinatura da Declaração Global – GGD. Foram signatários deste importante acordo 42 representantes legais, quer de universidades da Aliança SEA-EU, quer de parceiros académicos e não académicos externos e associados. Com esta Declaração, a Aliança SEA-EU reafirma o seu compromisso para uma cooperação europeia e internacional sustentável no que diz respeito aos desafios comuns da sociedade, através da educação, investigação e inovação conjunta.

A terminar este congresso foi inaugurada uma exposição intitulada "Imagens - Ligando as Cidades Costeiras pelo Mar", com uma breve declaração da pintora e professora polaca, Aneta Iwona Oniszczuk-Jastrząbek, da Universidade de Gdańsk, Polónia. Outras atividades culturais enriqueceram o evento, como o “Concerto Orquestral dos Mares” pela Orquestra do Algarve.

O encerramento oficial do congresso contou com as intervenções de Ana Cristina Perdigão, diretora-geral da Agência Nacional Erasmus + Educação e Formação, e Elvira Fortunato, ministra da Ciência e do Ensino Superior de Portugal.

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