Geoparque Algarvensis reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO
A comitiva presente em Paris integrou os presidentes das câmaras municipais de Silves, Luísa Conduto, também Presidente da Associação Geoparque Algarvensis, Loulé, Telmo Pinto e Albufeira, Rui Cristina, a Presidente da Direção da Associação In Loco, Sandra Rosário, e Vânia Serrão de Sousa, pró-reitora para as Ciências da Sustentabilidade da Universidade do Algarve. Estiveram também presentes os antigos autarcas ligados ao início do projeto, cuja candidatura remonta a 2019, Vítor Aleixo, antigo presidente da Câmara Municipal de Loulé, e Rosa Palma, antiga presidente da Câmara Municipal de Silves.
A UAlg tem desempenhado um papel determinante, enquanto parceira científica e institucional do Geoparque Algarvensis, integrando a direção da Associação Geoparque Algarvensis, sendo representada pela pró-reitora Vânia Serrão de Sousa. A participação da Universidade reforça a ligação entre conhecimento científico, educação, sustentabilidade e desenvolvimento territorial, e dimensões centrais para a afirmação internacional do Geoparque.
Para Vânia Serrão de Sousa, “este reconhecimento é uma conquista coletiva do território, mas é também a confirmação do papel que a Universidade do Algarve tem assumido na valorização científica, educativa e sustentável da região. A UAlg tem contribuído para transformar conhecimento em ação, aproximando a investigação das comunidades e colocando a ciência ao serviço do desenvolvimento do Algarve”.
A pró-reitora sublinha ainda que “o Geoparque Algarvensis é um exemplo concreto de como a Universidade pode contribuir para responder aos grandes desafios contemporâneos: proteger o património, promover a sustentabilidade, envolver as comunidades e criar novas oportunidades para os territórios”.
Entre os contributos científicos mais relevantes destaca-se o papel de Paulo Fernandes, docente da Universidade do Algarve, investigador do Centro de Investigação Marinha e Ambiental (CIMA) e coordenador científico do Geoparque Algarvensis. Doutorado em Ciências Geológicas, com especialização em Estratigrafia e Palinologia, Paulo Fernandes tem sido uma figura central na consolidação da componente científica do projeto, contribuindo para o estudo, interpretação e valorização do património geológico que sustenta a candidatura e o reconhecimento internacional do território.
A distinção, válida até 23 de abril de 2029, marca o arranque formal do Algarvensis como Geoparque Mundial da UNESCO e afirma este território como uma referência internacional na valorização do património geológico, natural, cultural e humano.
Com uma área de 2.427 quilómetros quadrados, que inclui uma relevante componente marinha, superior a 840 quilómetros quadrados, o Geoparque Algarvensis distingue-se por um património geológico com mais de 300 milhões de anos de história. O território passa a integrar a Rede Mundial de Geoparques, que reúne 241 geoparques em 51 países, sendo o único geoparque do Sul de Portugal.
A distinção atribuída pela UNESCO reconhece não apenas o valor geológico excecional do território, mas também a estratégia de desenvolvimento sustentável associada ao Geoparque Algarvensis.