Apresentação
O doutoramento em Estudos de Património propõe-se como um ciclo de formação avançada cuja base científica reside no conceito lato das Humanidades: indagar o passado e o presente acerca das questões que vinculam os homens uns aos outros. As metodologias da História e da Arqueologia, da História da Arte e da Literatura são convocadas como instrumentos de formação mas não devem implicar leituras compartimentadas. Ao contrário, pretende-se que estas e outras disciplinas científicas se possam conjugar numa leitura multidisciplinar que contribua para uma visão alargada e integrada dos bens patrimoniais e para o seu estudo crítico.

Objetivos

As heranças culturais do passado, lidas a partir das diversas problemáticas levantadas pelo conceito contemporâneo de Património, são o eixo dos estudos que se pretendem efetuar, cujos objetivos gerais são:

  • Criar possibilidades de investigação que considerem diferentes objetos, escalas e representações das manifestações culturais numa visão integrada dos bens patrimoniais (materiais e imateriais), como parte essencial da herança do passado, decisiva na construção das memórias coletivas, na criação e na manutenção criativa das heranças culturais
  • Desenvolver o conhecimento e a capacidade crítica para as diferentes abordagens metodológicas, leituras e apropriações passíveis de se fazerem do objeto patrimonial, independentemente da sua natureza, enquanto processo de construção do passado e uso da memória para determinados fins
  • Aprofundar entre os formandos a reflexão sobre o lugar do passado, da memória e dos discursos de identidade na construção contemporânea da cidadania

Estrutura curricular

A estrutura curricular é composta por um curso doutoral de três semestres e pela tese, distribuindo-se por um total de oito semestres. O curso doutoral reveste-se essencialmente de caracter teórico-conceptual e metodológico que privilegia uma visão integrada das diferentes dimensões patrimoniais, tendo uma disciplina obrigatória em torno das questões centrais do Património – como a História, a Memória ou a Identidade – e duas opções (no mínimo) escolhidas de um leque de UC que exploram aquelas diferentes dimensões.

A título de exemplo, listam-se os perfis das UC optativas que o estudante poderá escolher, como sejam “História e Património” (focada no âmbito do património arquivístico cronístico e historiográfico), “Literaturas da Memória” (tratando a dimensão patrimonial das criações literárias), “Cidade: memória e mudança” (centrada nos núcleos urbanos enquanto locais privilegiados da memória e da mudança das sociedades); “Paisagem Cultural e Arquitetura Tradicional” (que explora as questões da paisagem cultural e da arquitetura tradicional em meio rural); “Arquivos da Terra” (tratando da natureza e especificidades do Património Arqueológico); “Objetos de Culto” (focado no Património Artístico) e “Patrimónios Imagéticos da Contemporaneidade” (centrada na patrimonialização da imagem e na cultura visual).

Após ser confrontado com estas perspetivas transdisciplinares e complementares inerentes ao próprio conceito contemporâneo de Património, o estudante é convocado a iniciar e desenvolver, na mesma perspetiva integrada e questionadora do lugar do Património na contemporaneidade, a sua investigação a partir de dois seminários de debate teórico metodológico. Se o primeiro (“Seminário de Projeto de Tese”) é dirigido a preparar o seu projeto de tese e a criar as balizas e escoras que lhe ditarão o caminho a seguir, no segundo (“Seminário de Acompanhamento da Tese I”), a realizar no 3º semestre, o estudante é levado a trilhar o caminho e tema de investigação da tese que se propõe fazer, aprofundando-o, testando-o e validando-o com a apresentação pública do trabalho perante um júri.

No final do 3º semestre, com a aprovação do seu projeto, o estudante obterá o diploma do curso doutoral, podendo prosseguir o desenvolvimento da sua tese que, entretanto, já iniciou. No 4º semestre, com o “Seminário de acompanhamento da Tese II”, os estudantes, enquadrados pelos respetivos orientadores, mas prosseguindo um caminho cada vez mais autónomo, apresentarão e discutirão em sessão pública a evolução das suas investigações.

Legislação aplicável

Propinas e taxas 2020/2021

Candidatos nacionais: 1500 Euros

Candidatos internacionais*: 2000 Euros

Taxa de candidatura: 100 Euros

Taxa de Inscrição e Seguro Escolar: 275 Euros

Nota: A propina deste curso pode ser paga em 10 prestações, sendo a primeira no ato da matrícula e as restantes nos meses de outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho.

*de acordo com o Decreto-lei n.º 36/2014, são considerados estudantes internacionais os nacionais de um estado que não seja membro da União Europeia e que não residam legalmente em Portugal há mais de dois anos, de forma ininterrupta, em 31 de agosto do ano em que pretendem ingressar no ensino superior.

As candidaturas são efetuadas através de formulário online.